Fontes do Palácio do Planalto confirmam que presidente do Banco do Brasil colocou o cargo à disposição de Bolsonaro
Publicado em 26 de fevereiro de 2021
O presidente do Banco do Brasil, André Brandão, colocou o cargo à disposição do presidente Jair Bolsonaro. A informação é confirmada por fontes do Palácio do Planalto.
Brandão teve uma reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, quando manifestou o desconforto em permanecer no cargo, depois dos rumores de que Bolsonaro queria substitui-lo. O presidente do BB faltou ao jantar que a Febraban promoveu com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Foi pedido a ele, segundo fontes palacianas, que permaneça à frente do BB por mais um tempo até que se encontre um substituto.
Entre os nomes cogitados para substituir Brandão estão o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, o secretário-executivo do Ministério da Cidadania, Antônio Barreto, e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano.
A situação de Brandão está delicada desde janeiro, quando ele anunciou um plano de reestruturação do banco, com o fechamento de 361 agências em vários municípios e programa de demissão voluntária. A medida desagradou Bolsonaro, que pediu a cabeça do executivo. Mas a demissão não se concretizou. Bolsonaro fora alertado que a União poderia ser responsabilizada por acionistas minoritários se houvesse prejuízo na instituição.
Brandão pôs o cargo à disposição uma semana depois de o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, ter sido demitido por Bolsonaro em um post em redes sociais, já anunciando o substituto, o general do Exército Joaquim Silva e Luna, que atualmente é diretor-geral da parte brasileira da usina de Itaipu.
O executivo, que assumiu o cargo em setembro do ano passado, quis evitar esse tipo de constrangimento.
O anúncio da demissão de Castello Branco foi feito logo depois de Bolsonaro criticar o quarto aumento do combustível e dizer que alguma coisa iria acontecer. No dia seguinte ao anúncio, Bolsonaro afirmou que “na semana que vem teremos mais” .
Procurado, o Banco do Brasil informou que não vai comentar.