O Banco de Leite Marly Sarney, que fornece leite materno para bebês da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), está com baixo estoque devido à redução do número de doadoras. O ideal seria que a instituição contasse com, no mínimo, 200 mães doadoras, no entanto, o banco está com apenas 52. Com o número baixo de doadoras, automaticamente os estoques são prejudicados.
De acordo com a gerente do banco de leite e gerente de ambulatório da MNSL, Magda Dórea, está sendo pasteurizado em torno de 120L de leite materno por mês, quando o ideal seriam 250L para suprir a necessidade do hospital. “Precisamos aumentar, principalmente, o número de doadoras, porque assim conseguimos aumentar a quantidade de leite. A UTI da MSNL está cheia. Para suprir a necessidade das crianças, seria necessário ter cerca de 200 doadoras. Principalmente nesse período de final de ano, que acontecem as festas e diminui o número de mães doadoras”, salienta a gerente.
O leite humano é ofertado aos recém-nascidos pré-termo com a finalidade da redução da morbidade e mortalidade neonatal. O papel do Banco de leite com relação ao prematuro, é zelar e induzir a segurança, por se tratar da melhor forma de nutrir o bebê. Magda informou que a Rede de Banco de Leite, possui um papel fundamental na impossibilidade de o bebê mamar no peito. “A rede de bancos de leite fornece o alimento pasteurizado para esse bebê. Um leite com segurança, com as propriedades necessárias para o desenvolvimento do bebê promovendo a diminuição do tempo de internamento desse neonato e a diminuição dos riscos de infecção, já que o leite materno possui anticorpos, por conter todos os nutrientes necessários para a boa recuperação do bebê”, disse.
Projeto de Lei Um Projeto de Lei de número 267/2022, de autoria do Governo do Estado, foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa de Sergipe nesta quarta-feira, 23, onde garante às doadoras regulares de leite materno a isenção do pagamento da taxa de inscrição para concursos públicos estaduais. O objetivo do PL é estimular o aumento de doadoras, tendo em contrapartida uma isenção de pagamento. “O estado entende que isso vai facilitar justamente a adesão para que a pessoa se torne doadora e nós vemos essa ação como bastante positiva. Porque, dando algumas vantagens e garantindo direitos para essas mães, elas vão se sentir incentivadas a também nos ajudar”, destaca a gerente Magda. Doe de casa Uma ação já adotada pelo Banco de Leite Marly Sarney com a finalidade de garantir uma maior adesão de mães com boa capacidade de serem doadoras, é ir até a residência delas para coletar o leite. “Sabemos de toda a dedicação de uma mãe nessa fase inicial de amamentação e o quanto o processo é desgastante e cansativo. Por isso, para ser uma doadora não precisa sair de casa. Basta ligar no número 3226-6301, que nós vamos até a casa da pessoa”, explica Magda.
O Banco de Leite funciona de segunda à sexta-feira, das 7h às 19h, exceto finais de semana, feriados e pontos facultativos. “A doadora pode enviar todos os exames pelo WhatsApp, e receberá toda a orientação. Tudo isso é uma forma de facilitar a doação do leite materno”, reforça.
|Por Laís de Melo
|| Foto: Ascom/SES