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Brasil

Vendas do Tesouro Direto caem 12,6% em setembro

Redação SeD
Última atualização: 25 de outubro de 2023 05:44
Redação SeD
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As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet somaram R$ 3,199 bilhões em setembro, divulgou nesta terça-feira (24) o Tesouro Nacional. O valor caiu 12,6% em relação a agosto e ficou praticamente estável em relação a setembro do ano passado.

O recorde mensal histórico do Tesouro Direto ocorreu em março, quando as vendas somaram R$ 6,842 bilhões. O mês passado foi marcado por fortes instabilidades no mercado financeiro global, o que reduziu o interesse de alguns investidores.

Os títulos mais procurados pelos investidores em setembro foram os corrigidos pela Selic (juros básicos da economia), cuja participação nas vendas atingiu 64,4%. Os títulos vinculados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) corresponderam a 20,5% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 10,4%.

Destinados ao financiamento de aposentadorias, o Tesouro Renda+, lançado no início do ano, respondeu por 3,9% das vendas. No segundo mês de comercialização, o novo título Tesouro Educa+, que pretende financiar uma poupança para o ensino superior, atraiu apenas 0,9% das vendas.

O interesse por papéis vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da Taxa Selic. Em setembro de 2021, o Banco Central (BC) começou a elevar a Selic. A taxa, que estava em 2% ao ano, no menor nível da história, ficou em 13,75% ao ano entre setembro de 2022 e setembro deste ano. Mesmo com as quedas recentes nos juros básicos, atualmente em 12,75% ao ano, as taxas continuam atrativas.

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 123,35 bilhões no fim de setembro, aumento de 2,5% em relação ao mês anterior (R$ 94,07 bilhões) e de 42,1% em relação a setembro do ano passado (R$ 67,89 bilhões). Essa alta ocorreu porque as vendas superaram os resgates em R$ 1,74 bilhão no mês passado.

O estoque total do Tesouro Direto superou o nível de R$ 120 bilhões pela primeira vez. No fim de setembro, o volume de títulos associados ao programa somava R$ 121,611 bilhões, aumento de 1,43% em relação ao mês anterior (R$ 121,611 bilhões) e de 23,5% em relação a setembro do ano passado (R$ 99,89 bilhões). Essa alta ocorreu porque as vendas superaram os resgates em R$ 758,7 milhões no mês passado.

Investidores

Em relação ao número de investidores, 354,6 mil novos participantes se cadastraram no programa no mês passado. O número total de investidores atingiu 25.830.465. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula alta de 22,1%. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 2.403.490, aumento de 15% em 12 meses.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas de até R$ 5 mil, que correspondeu a 84,6% do total de 586.365 operações de vendas ocorridas em setembro. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 63,1%. O valor médio por operação atingiu R$ 5.455,25.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo entre 1 e 5 anos representaram 33,4%; e aquelas com prazo entre 5 e 10 anos, 49,3% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo representaram 17,3% das vendas.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Transparente.

Captação de recursos

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros.

O aplicador só precisa pagar uma taxa semestral para a B3, a bolsa de valores brasileira, que tem a custódia dos títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis pré-fixados.

Edição: Marcelo Brandão

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InvestidoresCaptação de recursos

Agência Brasil

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