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Sergipe

Produção de tomate irrigado aumentou 160% em perímetros de Sergipe

Redação SeD
Última atualização: 22 de janeiro de 2024 09:09
Redação SeD
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Nos perímetros irrigados de Canindé do São Francisco e Lagarto, os agricultores atendidos com o fornecimento de água de irrigação e assistência técnica agrícola produziram, em 2023, mais de 894 toneladas (t) de tomate

Balanço realizado pela Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) revela boa produção de tomates nos perímetros públicos assistidos pelo Governo do Estado. A produção dá lucro ao agricultor e aumenta a oferta no mercado, beneficiando o consumidor. Nos perímetros irrigados de Canindé do São Francisco e Lagarto, os agricultores atendidos com o fornecimento de água de irrigação e assistência técnica agrícola produziram, em 2023, mais de 894 toneladas (t) de tomate. Superando em 160% a produção de 2022 (344t).

A área irrigada colhida nos municípios de Canindé de São Francisco e Lagarto foi de pouco mais de 20 hectares (ha) no último ano. Porém, a atividade agrícola dos irrigantes dos perímetros Califórnia e Piauí, realizada naquele período, deixou um saldo de quase nove hectares para ser colhida agora, em 2024.

Um desses agricultores que estão colhendo em janeiro, o tomate plantado no último ano, é Renilson Araújo. Ele tem uma propriedade rural que faz parte do perímetro Piauí, em Lagarto. O polo irrigado da Coderse, no centro-sul, produziu quase 130t de tomate em 2023, safra que rendeu aos agricultores o total acumulado de R$ 165.750,00 durante aquele ano. Em 0,33ha Renilson estima que vá colher, até o fim do mês de janeiro, aproximadamente 220 caixas (de 30kg) de tomate.

“A produção deu boa e rende um pouco também, para a gente que é agricultor. Temos o pessoal da Coderse, o Gildo Almeida [gerente do Piauí], que quando a gente precisa, vem aqui dar uma palavra ou ver a necessidade que precisa. Tivemos a expectativa de ser melhor, mas em questão do preço”, avalia Renilson Araújo, na torcida que o preço melhore nas semanas seguintes em que vai continuar colhendo.

Renilson obteve lucro, mesmo tendo iniciado a colheita do tomate na semana que o preço da caixa caiu de R$ 90,00, para R$ 40,00. Nesta realidade, ganha o produtor e o consumidor, com a tendência de encontrar o fruto mais barato no comércio varejista. Tem influência nisso o fato do fruto ter voltado a ser produzido pelos irrigantes do perímetro Piauí em 2023. No ano de 2022, os técnicos da Coderse não registraram colheitas de tomate.

“No perímetro Piauí, o custo de produção aumenta em relação ao alto sertão, por utilizar a tecnologia do mulching”, disse o gerente Gildo Almeida. “É uma lona plástica especial que protege o tomateiro e os frutos, do contato com o solo. Aqui tem mais umidade e por isso, se faz necessário o uso do mulching ou o estaqueamento. A lona tem a vantagem de concentrar a água de irrigação e os nutrientes junto à raiz das plantas; e evitar o nascimento de ervas daninhas que prejudicam o plantio”, ensina.

Por baixo dessa lona mulching, passam as mangueiras de gotejamento em que ainda funciona o sistema de fertirrigação, onde os fertilizantes são diluídos na água e chegam às plantas, com a pressão do sistema de irrigação. No perímetro Califórnia, em Canindé, a baixa umidade dos períodos sem chuva permite que os agricultores plantem os tomateiros direto no solo, sem a proteção de lonas ou do estaqueamento, que é uma forma de fazer a planta crescer na direção vertical, amarrada em varas de madeira.

Canindé

No perímetro Califórnia, em Canindé, a produção dos irrigantes em todo ano de 2023 alcançou quase 765t. Colheita que superou em 122% o ano anterior (2022). A safra foi calculada em um valor superior a R$ 1,5 milhão, repercutindo em renda para esses produtores rurais atendidos pela irrigação da Coderse.

Irrigação

Mesmo em Lagarto, que sofre menos influência da falta de umidade que Canindé, é indispensável dispor de água para o tomate. “A irrigação é tudo, sem a irrigação do perímetro não dava para plantar. Usamos a tecnologia do mulching, que ajuda muito, não precisa colocar vara. A gente faz a adubação, bota o mulching, planta e pronto. Daí, é só colocar a água e o adubo já vai direto. Utilizando vara fica mais difícil a mão de obra”, concluiu Renilson Araujo.

Texto e imagem Fernando Augusto da Cunha

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