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Sergipe

Vigilância Sanitária de Aracaju orienta sobre cuidados com comidas típicas

Redação SeD
Última atualização: 9 de junho de 2025 13:57
Redação SeD
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Os festejos juninos são marcados por uma variedade de comidas típicas, mas, ao consumi-las, é fundamental estar atento a alguns cuidados para garantir a segurança alimentar e evitar contaminações e doenças. O alerta é feito por Laila Garcia Moreno, gerente de Alimentos da Rede de Vigilância Sanitária de Aracaju.

Entre as principais recomendações estão a atenção com a higiene do local e dos manipuladores de alimentos, o correto acondicionamento e identificação dos produtos nos estabelecimentos e a avaliação dos próprios alimentos.

“Antes de tudo, é necessário ver o local onde esse alimento está sendo comercializado. Tem que ter um mínimo de organização e limpeza. O ambulante deve estar fazendo uso de algum EPI [Equipamento de Proteção Individual], como touca, por exemplo, e ter formas de higienização das mãos, como álcool 70% ou uma pia adaptada com água corrente tratada e sabão”, explica Laila.

Além disso, ela ressalta que, dependendo da natureza do alimento, é necessário observar sua apresentação. Aqueles que precisam ser mantidos aquecidos, como o milho cozido, devem estar na temperatura adequada.

“Se aquele tipo de alimento, por exemplo, milho cozido, deve ser servido quente, então ele precisa estar sempre quente, na temperatura média de 60 graus ou 65 graus. Se forem alimentos que podem ser mantidos à temperatura ambiente, eles devem estar protegidos das intempéries, como poeira e saliva. Podem estar envoltos em plástico, expositores de vidro ou até vasilhas plásticas, desde que estejam protegidos”, afirma.

Segundo Laila, alimentos impróprios costumam apresentar alterações sensoriais perceptíveis, como sabor mais ácido e odor fora do padrão esperado. Por isso, a gerente orienta que é importante verificar sinais de frescor e possíveis mudanças.

“Quando o alimento é fresco, ele apresenta uma aparência mais viva, um odor característico do alimento. Quando ele já está em processo de degradação, ou seja, ele já não está próprio para consumo, ele muda sua aparência, normalmente de uma cor viva, ele passa a ser mais opaco, o odor passa a ser um pouco mais acidificado, e principalmente o sabor não fica mais agradável”, completa.

Laila também enfatiza a importância de observar a data de fabricação e consumo dos alimentos. A recomendação é que esses produtos sejam feitos e consumidos no mesmo dia.

“Esse alimento tem que ter uma embalagem envolvendo ele, identificação de quando ele foi produzido e de quando ele deve ser consumido. Principalmente nesse período em que os alimentos possuem na sua composição leite e coco, eles precisam ser feitos no dia e comercializados nesse mesmo dia para minimizar qualquer risco de infecção, toxinfecção, desconforto ou algo mais grave para a pessoa que for consumir”, alerta.

A gerente também informa que a Vigilância Sanitária, vinculada à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realiza inspeções rotineiras em estabelecimentos comerciais, incluindo os que lidam com alimentos.

“O trabalho da Vigilância Sanitária é rotineiro. Diariamente a gente realiza inspeções sanitárias em estabelecimentos regulados pela Anvisa e fazemos orientações de acordo com a natureza do serviço que é desenvolvido nesses estabelecimentos. Já nesses eventos, onde há uma maior concentração de alimentos comercializados, em todos os dias do evento a gente está na rua”, destaca.

Além disso, Laila menciona que muitos ambulantes que participam de grandes eventos na capital realizam cursos de boas práticas de manipulação de alimentos através da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb).

“Então a gente faz a exigência do certificado, do curso de boas práticas de manipulação de alimentos. Os ambulantes já são treinandos, eles têm cadastro na Emsurb, e um dos documentos exigidos pela Emsurb é esse treinamento. Na fiscalização, a gente pede que seja apresentado esse documento, então eles já têm ciência disso”, diz ela.

Foto: Karla Tavares/SECOM PMA

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