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Olho seco deixa de ser doença da terceira idade e passa a atingir todas as faixas etárias

Redação SeD
Última atualização: 7 de julho de 2026 03:56
Redação SeD
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Sensação de areia nos olhos, vermelhidão, ardência, coceira e desconforto ao longo do dia podem parecer sintomas simples, mas podem indicar um problema que vem se tornando cada vez mais frequente: a Síndrome do Olho Seco. Antes associada ao envelhecimento, a condição passou a atingir pessoas de todas as idades, especialmente em razão das mudanças nos hábitos de vida e do uso intenso de dispositivos eletrônicos.

O alerta ganha destaque durante a campanha Azul Turquesa, voltada à conscientização sobre o olho seco. De acordo com o oftalmologista Allan Luz, doutor em Oftalmologia e Ciências Visuais pela Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) e médico do Hospital de Olhos de Sergipe, primeiro hospital especializado em oftalmologia do estado, a doença deixou de ser predominante entre idosos e passou a fazer parte da rotina dos consultórios oftalmológico.

“A virada do século mudou completamente o perfil dos pacientes com olho seco. Antes, era uma doença muito mais relacionada aos idosos, mas, com a chegada dos computadores, smartphones e outros dispositivos ao nosso dia a dia, esse cenário mudou. O uso intenso das telas potencializou a inflamação da superfície ocular e reduziu a frequência do piscar, fazendo com que pessoas mais jovens também passassem a apresentar sintomas”, explica o especialista.

A Síndrome do Olho Seco é uma doença da superfície ocular causada pela baixa produção de lágrimas, pelo aumento da evaporação ou pela combinação desses fatores. Segundo Allan Luz, atualmente o chamado olho seco evaporativo ganhou grande relevância por estar relacionado ao estilo de vida contemporâneo.

“Esse é o chamado olho seco da vida moderna. São pessoas que permanecem longos períodos em atividades que exigem muita concentração e acabam piscando menos do que deveriam. Com isso, a lágrima evapora mais rapidamente e a superfície ocular começa a sofrer”, destaca.

Sintomas não devem ser ignorados

Entre os principais sinais estão olhos vermelhos, ardência, sensação de peso ao final do dia, desconforto após longos períodos de esforço visual e sensação de cansaço ocular. Negligenciar esses sintomas pode trazer consequências mais sérias e até comprometer a visão.

“A lágrima é a primeira barreira de proteção do olho. Quando existe uma deficiência nessa proteção, agentes externos conseguem causar lesões que seriam evitadas em uma superfície ocular saudável. Isso pode favorecer quadros como conjuntivites, ceratites, infecções na córnea e até úlceras que podem trazer problemas muito sérios à visão”, alerta.

O diagnóstico é feito durante a consulta oftalmológica, com exames que avaliam a quantidade e a qualidade da lágrima, além da presença de inflamações, especialmente na glândula de Meibomius, responsável pela produção de um componente importante da lágrima.

Fatores de risco

Além das mudanças provocadas pela rotina digital, diversos fatores aumentam o risco para o desenvolvimento do olho seco. Entre eles estão o envelhecimento, doenças inflamatórias e autoimunes, uso inadequado de lentes de contato, cirurgias oftalmológicas e hábitos como baixa ingestão de água, noites mal dormidas, alimentação inadequada e estresse.

“Hoje temos uma combinação de fatores. Existe a questão da idade, existem doenças inflamatórias e autoimunes que podem estar associadas, mas também existe o ambiente em que vivemos. A falta de hidratação, noites mal dormidas, alimentação inadequada, estresse e o próprio excesso de telas contribuem para um cenário inflamatório que favorece o desenvolvimento do olho seco”, afirma.

Tratamento depende da causa

Apesar de ser uma condição crônica, o olho seco possui tratamento. O primeiro passo é identificar a causa para definir a melhor conduta. Os lubrificantes oculares estão entre as opções mais utilizadas, mas o especialista ressalta que nem todo colírio é adequado para todos os pacientes.

“O grande ponto é entender que olho seco não é uma doença única. Existem diferentes mecanismos envolvidos. Muitas vezes o paciente usa diferentes lubrificantes e não melhora porque o produto não trata a alteração específica que apresenta. O tratamento precisa ser individualizado, de acordo com a causa identificada nos exames”, explica.

Nos casos relacionados à doença da glândula de Meibomius, também existem tratamentos específicos que atuam diretamente na causa do problema, como terapias com Luz Pulsada Intensa (IPL), procedimento rápido e indolor que utiliza pulsos de luz para estimular as glândulas de Meibômio, favorecendo a retomada de sua função e melhorando a qualidade da camada lipídica da lágrima; e tratamentos térmicos, indicados conforme avaliação médica.

Prevenção

Além do acompanhamento oftalmológico, hábitos simples podem ajudar a prevenir ou reduzir os sintomas do olho seco. “Manter uma boa hidratação, dormir bem, ter uma alimentação equilibrada, fazer pausas durante o uso de telas e lembrar de piscar completamente são medidas que contribuem para preservar a lubrificação natural dos olhos”, aconselha o especialista.

Sobre o Hospital de Olhos de Sergipe (HOS)

Com 40 anos de atuação, o Hospital de Olhos de Sergipe (HOS) é referência em oftalmologia no estado e conta atualmente com quatro unidades de atendimento: três em Aracaju, nos bairros Jardins, São José e Centro, e uma no município de Lagarto, no agreste sergipano, ampliando o acesso à saúde ocular em diferentes regiões.

Com corpo clínico altamente qualificado e especialistas em diversas subespecialidades, o HOS alia experiência médica à tecnologia de ponta para a realização de exames, diagnósticos e procedimentos cirúrgicos com segurança e precisão.

A instituição também dispõe de um centro especializado em adaptação de lentes de contato e atende mais de 30 convênios de saúde, reforçando seu compromisso com um atendimento acessível e de excelência.  Para mais informações, acesse hosergipe.com.br ou entre em contato pelo telefone (79) 3212-0800.

Texto NV Assessoria – Foto: Henrique Puppi

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