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Brasil

Fiocruz é informada sobre atraso de entrega da vacina, mas Ministério da saúde mantém cronograma

Redação SeD
Última atualização: 22 de março de 2021 00:29
Redação SeD
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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que recebeu uma carta do Instituto Serum da Índia notificando o atraso na entrega das doses da vacina da Oxford/AstraZeneca.
Segundo a fundação, o Serum indiano notificou sobre o atraso na importação das remessas das vacinas prontas no dia 4 de março. A Fiocruz é responsável por receber o imunizante e fazer a rotulagem e etiquetagem antes da distribuição pelo Brasil.
“A negociação com a AstraZeneca e o Instituto Serum inclui a aquisição de um total de dez milhões de vacinas importadas, além dos dois milhões de vacinas entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) no dia 24 de janeiro. O restante de oito milhões de doses será importado ao longo dos próximos meses, em cronograma ainda a confirmar. A Fundação foi informada, por meio de uma carta em 4 de março, sobre o atraso na importação das remessas das vacinas prontas”, afirmou a fundação.
Em nota, o ministério da Saúde disse que o calendário previsto com o laboratório está mantido, mas que pode sofrer alterações, de acordo com a produção dos insumos.
“O Ministério da Saúde informa que o contrato firmado com o laboratório Serum prevê a entrega de 8 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford importadas da Índia até julho de 2021, com entregas mensais de 2 milhões de doses a partir de abril”.
Mais cedo, a agência de notícias Reuters informou que uma fonte disse que a justificativa do atraso é ​devido ao aumento da demanda interna e dificuldade de expansão no país, e que esse atraso do Instituto indiano vai afetar também a entrega das doses para o Marrocos e Arábia Saudita. Os três países encomendaram um total de 20 milhões, segundo a Reuters.
No início do mês, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já havia indicado que poderia haver atrasos na carga vinda do Serum, mas até então a informação sobre atraso não havia sido oficializada.
“Não foi entregue o quantitativo de IFA contratado para a produção de 15 milhões de doses em janeiro. Então a Astrazeneca nos forneceu a entrega de 12 milhões de doses prontas, que seriam do laboratório indiano Serum. E esse laboratório vem fazendo uma postergação da entrega. Então, até agora vieram quatro milhões – ainda faltam oito”, disse Pazuello no dia 8 de março.
Desde janeiro a Índia exporta vacinas contra a Covid-19 para outros países. O Serum produz 1,5 bilhão de doses de vacinas por ano e é o maior fabricante de vacinas do mundo por número de doses.
O Ministério da Saúde informa que o contrato firmado com o laboratório Serum prevê a entrega de 8 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford importadas da Índia até julho de 2021, com entregas mensais de 2 milhões de doses a partir de abril.
É importante esclarecer que o cronograma de entregas de doses, enviado pelos laboratórios fabricantes para o Ministério, pode sofrer constantes alterações, de acordo com a produção dos insumos.
O MS ressalta que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já entregou o primeiro lote com mais de 1 milhão de doses da vacina AstraZeneca/Oxford produzido no Brasil, com matéria-prima (IFA) importada da China. No sábado (20/03) e ao longo do domingo (21/03), o Ministério da Saúde está distribuindo a remessa para todos os estados e Distrito Federal. De acordo com o cronograma disponibilizado pela Fiocruz, o Brasil passa a contar com entregas semanais dos imunizantes produzidos no país, um avanço importante para a estabilização da produção nacional de vacinas.
Ainda em março, de acordo com o cronograma, a Fiocruz prevê entregar 3,8 milhões de doses da vacina ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). A expectativa é que, até o fim do mês, sejam fabricadas cerca de 1 milhão de doses por dia, com o aumento da capacidade produtiva da Bio-Manguinhos, totalizando 100 milhões de doses até julho.
Por fim, o Ministério da Saúde reforça que o país já possui 562 milhões de doses, após contratos firmados com diversos laboratórios, que serão distribuídas para todo Brasil em 2021.

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TAGScovidfiocruzfundaçãooswaldo cruzvacinas
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