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Sergipe

Forró Caju: Saiba como reconhecer Pessoas com Deficiência por meio dos cordões de identificação

Redação SeD
Última atualização: 30 de maio de 2025 18:16
Redação SeD
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Com a chegada do Forró Caju 2025, a cidade de Aracaju se prepara para viver dias de alegria, música e muito arrasta pé. Pessoas de vários lugares do país estarão na capital sergipana para curtir mais de 20 dias de shows de forró, apresentações de quadrilhas juninas e manifestações culturais relacionadas ao período.

E será no meio dessa multidão, que estarão presentes pessoas que precisam de um olhar mais atento e empático. São as Pessoas Com Deficiência (PCD), visível ou invisível, que também vão aproveitar os festejos juninos durante os quase 30 dias de programação.

Para facilitar a identificação, pessoas com deficiência têm usado cordões específicos como uma forma de garantir segurança, autonomia e respeito em eventos públicos. E saber reconhecer essas identificações pode fazer toda a diferença.

Esses cordões, usados no pescoço e muitas vezes acompanhados de crachás, são formas silenciosas de comunicação que indicam condições não visíveis e ajudam a sinalizar uma necessidade de apoio, compreensão ou respeito ao espaço pessoal. Durante o Forró Caju 2025, o uso desses cordões pode ser um importante aliado para tornar o ambiente mais acessível e acolhedor a todos os públicos.

Sinais que informam e protegem

O mais conhecido desses cordões é o Cordão de Girassol, de cor verde com desenhos da flor que lhe dá nome. Criado no Reino Unido em 2016, ele se espalhou pelo mundo como um símbolo de deficiências ocultas, como autismo, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), epilepsia, fibromialgia e ansiedade severa. Seu uso indica que a pessoa pode precisar de paciência, empatia ou auxílio em determinadas situações.

Outro cordão amplamente utilizado é o Cordão Azul, comumente associado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ele serve como um alerta visual para o fato de que o usuário pode apresentar dificuldades de comunicação, sensibilidade sensorial ou desafios na interação social. Essas características podem se acentuar em ambientes com sons altos, aglomerações e luzes intensas. Ainda no contexto do autismo, o Cordão de Quebra-Cabeça também cumpre papel semelhante. Seu uso representa a complexidade do espectro autista e a necessidade de compreensão nas interações cotidianas.

Já o Cordão de Infinito simboliza a neurodiversidade e é utilizado por pessoas com condições como autismo, TDAH e dislexia, defendendo o direito à inclusão e ao respeito à diversidade neurológica.

Além desses, instituições como escolas, empresas e prefeituras podem desenvolver cordões personalizados, com símbolos específicos que indicam deficiências visuais, auditivas ou motoras, muitas vezes acompanhados por cartões informativos.

Como agir diante uma pessoa que faz uso do cordão de identificação?

Para quem vai trabalhar ou curtir o Forró Caju, a principal recomendação ao encontrar uma pessoa que utiliza um cordão de identificação é ter respeito e discrição. Nem sempre a pessoa está disposta a falar sobre sua condição, e isso deve ser respeitado. Em geral, o ideal é oferecer ajuda com delicadeza e esperar que a pessoa indique se precisa ou não de suporte.

De acordo com Philipe Sobral Siqueira, que é assessor da Saúde das Pessoas Com Deficiência, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é importante ser delicado na abordagem às pessoas que fazem uso do cordão de identificação. “O uso do cordão de identificação é uma forma discreta de sinalizar que aquela pessoa pode ter uma condição não aparente e, eventualmente, precisar de apoio. O mais importante é abordar com respeito e empatia. Perguntas simples como ‘Posso te ajudar com algo?’ ou ‘Está tudo bem por aí?’ são suficientes. Nunca se deve tocar na pessoa ou insistir em ajudar se ela disser que está bem. O respeito ao espaço e à autonomia é fundamental”.

“Também é importante lembrar que o uso do cordão não exige comprovação ou laudo, o objetivo é facilitar a comunicação e garantir que todos possam ocupar o espaço público com dignidade”,explica Philipe Sobral.

Mais pela inclusão

A Prefeitura de Aracaju vai disponibilizar para as pessoas com deficiência, o Camarote da Acessibilidade durante os shows que acontecerão no Augusto Franco, praça Fausto Cardoso, Bugio e Praça Hilton Lopes, que fica entre os mercados. A capacidade do camarote será de 80 pessoas, sendo 40 para pessoas com deficiência e 40 para acompanhantes.

Foto: site proatitude

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