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Sergipe

LIRAa: seis bairros apresentam alto risco de infestação do Aedes

Redação SeD
Última atualização: 19 de abril de 2022 14:14
Redação SeD
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Foi divulgado nesta terça-feira, 19, o levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apresentou dados do levantamento realizado em março deste ano, o qual traz um aumento de 100% no índice de infestação por Aedes em relação ao realizado no mesmo período do ano passado. Entre os dias 22 e 30 de março, o primeiro LIRAa de 2022 apontou índice de 2,2%.

O Levantamento de Índice de Infestação pode ser classificado em três níveis: Baixo (de 0,0% a 0,9%), Médio (de 1,0% a 3,9%) e Alto (acima de 4,0%). Em março de 2021, a capital apresentou índice de infestação de 1,1%, e mesmo com o aumento deste ano para 2,2; a capital permanece na classificação considerada de médio risco para o aparecimento de surtos ou epidemias.

Infestação por bairros

Este ano, em Aracaju, já foram realizadas 241 notificações das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, sendo 114 casos de dengue, 125 de chikungunya, e dois de zika. Dos 43 bairros com maiores índices de infestação pelo mosquito, seis estão com alto risco, índice maior que 4. São eles: Capucho (6,7%), Palestina (6,7%), José Conrado de Araújo (5,4), 13 de Julho (4,9%), Pereira Lobo (4,5%), e Santa Maria (4,0%); nove bairros classificados em baixo risco (satisfatório) e 28 bairros em médio risco (alerta).

O gerente do Programa de Combate ao Aedes aegypti, Jeferson Santana, ressalta a preocupação com os seis bairros elencados com alto risco de infestação, sobretudo a Palestina. “Este bairro se destaca e, por lá, sempre encontramos focos do mosquito nos depósitos que as pessoas têm em suas casas, como lavanderias, tonéis, caixas d’água. É um bairro pequeno, o que nos deixa ainda mais preocupados, pois, apesar de ser uma porção pequena dentro do território de Aracaju, concentra muitas pessoas, e tem um bairro vizinho muito populoso, que é o 18 do Forte, e o mosquito não conhece limites e nem fronteiras”, frisa Jeferson.

Dengue tipo 2

Entre os dados apresentados, a secretária da Saúde de Aracaju alerta para a existência da dengue tipo 2, identificada pelo Laboratório Central (Lacen). “Há uma preocupação porque é um dos vírus que foi responsável pela epidemia de 2009 e muita gente está suscetível a esse vírus e nos acende um alerta ainda maior. Precisamos reativar essa comunicação com a sociedade porque tem ações que devem ser realizadas por cada cidadão. Apesar de termos a pandemia da covid-19 sob controle, as pessoas precisam entender que existem outros vírus que circulam e que podem causar epidemia, também, como é o caso do vírus da dengue. Temos observado, inclusive a nível nacional, esse aumento dos casos relacionados ao vírus e, em Aracaju, não é diferente”, salienta Waneska.

O Levantamento é realizado a cada dois meses e é uma ferramenta de monitoramento da presença do Aedes, transmissor das arboviroses dengue, zika e chikungunya. Com base nos dados, a SMS tem uma análise dos principais focos do mosquito, bairros com maiores índices, sendo possível traçar estratégias de combate como fumacê costal, mutirões de limpeza, eliminação de focos e conscientização da população.

Conforme a diretora de Vigilância e Atenção à Saúde de Aracaju, Taise Cavalcante, no conjunto das três doenças transmitidas pelo Aedes, não houve um aumento considerável, se comparado ao mesmo período do ano passado, no entanto, quando as doenças são separadas, observa-se um aumento de 80% do número de casos confirmados de dengue.

“Não tivemos óbitos registrados relacionados a nenhuma das três doenças. Houve uma queda de zika e de chikungunya, comparando a 2021. Entretanto, precisamos alertar à população sobre a análise do Lacen a respeito do vírus da dengue tipo 2. Chamamos a atenção da população, principalmente porque o período chuvoso já começou, e é de água limpa e parada que o mosquito gosta para se desenvolver e, em menos de sete dias, já temos mosquito transmitindo as doenças”, alerta Taise.

Principais criadouros

A análise mostra o crescimento progressivo do índice de médio risco: em março do ano passado, o índice era 1,1; em maio era 1,3; em julho foi 1,6 e em março deste ano passou para 2,2. A maioria dos criadouros do Aedes aegypti encontra-se dentro das casas habitadas, 52,5% dos focos foram registrados em lavanderias e tonéis, ambos utilizados para armazenar água.

Em segundo lugar, estão os vasos [pratos de plantas] ralos, lajes, sanitários em desuso com 38,1%. Os focos encontrados em entulho nos quintais das residenciais e lixo nas vias públicas ou espaços abandonados correspondem somente a 5,8% dos focos.

“Quando a gente compara uma pesquisa com a outra (2021-2022), vimos uma diminuição dos depósitos domiciliares de armazenamento de água, porém, vimos um aumento significativo naqueles materiais que são pequenos depósitos, como um vaso de planta, um lixo acondicionado e descartado de forma irregular. Assim, chamamos a atenção da população para que observem suas casas, seus quintais, e pede que cada cidadão faça a sua parte”, completa o gerente.

Ações realizadas e intensificação

De janeiro a março deste ano, já foram realizadas 169.121 visitas em domicílio, 12.858 pneus coletados, 26.511 atividades de bloqueio de transmissão nas áreas com casos notificados, e 87 aplicações de inseticida em pontos estratégicos com a equipe de borrifação do centro de Controle de Zoonose.

No trabalho de combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, são intensificadas as visitas de casa em casa e realizadas coletas de pneus nos quatro bairros com maiores índices, além de mutirões (que são realizados dois sábados por mês) e da aplicação de UBV (fumacê costal).

Fonte: PMA

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