O Museu Histórico de Sergipe (MHS), unidade administrada pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), em São Cristóvão, abriu ao público a exposição coletiva ‘Mães da Cidade Mãe’, na tarde desta terça-feira, 20. A mostra reúne bordados produzidos por artesãs do município a partir de fotografias antigas, além de trabalhos que dialogam com a memória e o cotidiano da Cidade Mãe de Sergipe. Na ocasião, também aconteceu o lançamento da Coleção Fio Solto, da artesã Helena (Helenart).
A exposição é resultado da oficina ‘Bordando São Cristóvão’, coordenada pela professora Dra. Rosane Bezerra Soares, do Departamento de Artes Visuais e Design da Universidade Federal de Sergipe (UFS), e ministrada pelo professor Sérgio Ricardo Freitas. As imagens históricas serviram de base para que as participantes reinterpretassem ruas, praças e paisagens, em um processo que destaca o cuidado como elemento central do fazer artesanal.
A diretora do Museu Histórico de Sergipe, Rosângela Reis, destacou que o espaço tem buscado receber iniciativas que valorizem a produção local e ampliem o diálogo com a comunidade. “O Museu tem um espaço para exposições temporárias, que é quando dialogamos com a comunidade e abrimos as portas para fazedores de cultura e artistas apresentarem seus trabalhos. Muitas dessas pessoas não têm acesso à institucionalização das obras em exposições permanentes. Promover esse diálogo é parte da missão do museu: preservar e conservar, mas também ser um espaço de interação com a comunidade”, disse.
Participam da mostra: Ana Clara Dias, Herilene dos Santos, Isabelita Silva, Ivanilde Silva, Maria Reis, Maria Freitas, Maria Souza, Maria Valdirene Souza, Olindina dos Santos, Rosane Soares e Simone de Souza.
Para Rosane Bezerra Soares, a proposta aproxima a universidade do município e amplia a circulação da produção gerada em ações de ensino e extensão. “É muito importante que a universidade quebre os muros e fortaleça a relação com a comunidade. A UFS fica em São Cristóvão, então o tempo todo essa cidade é representada nesse projeto, e é importante que os projetos de extensão não se fechem apenas nos muros acadêmicos, mas faça com que os alunos tenham essa oportunidade de vivência com a comunidade”, afirmou.
Quem participou da oficina também enfatizou a importância do processo formativo e da apresentação das obras ao público, como relata a artesã são-cristóvense Simone Gonçalves. “Foi de grande valor, porque pudemos bordar o que há de mais importante na nossa cidade: nosso patrimônio, nossa história e nosso pertencimento. No meu trabalho, colori o Centro Histórico com o meu sentimento de alegria por participar de uma oficina em que a gente é valorizada e que, ao mesmo tempo, valoriza o nosso patrimônio histórico”, contou.
Com visitação aberta até o mês de março, ‘Mães da Cidade Mãe’ segue aberta no Museu Histórico de Sergipe, com horário de funcionamento das 9h30 às 17h. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada).