By using this site, you agree to the Privacy Policy and Terms of Use.
Aceitar
Sergipe Em DebateSergipe Em DebateSergipe Em Debate
  • Home
  • Notícias
  • Sergipe
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Política
  • Colunas
Reading: PROJETO PROPÕE PROTEÇÃO INÉDITA A ADVOGADAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA E AMPLIA GARANTIAS NO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO
Compartilhar
Font ResizerAa
Font ResizerAa
Sergipe Em DebateSergipe Em Debate
  • Home
  • Notícias
  • Sergipe
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Política
  • Colunas
  • Home
  • Notícias
  • Sergipe
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Política
  • Colunas
Siga-nos
Home » Blog » PROJETO PROPÕE PROTEÇÃO INÉDITA A ADVOGADAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA E AMPLIA GARANTIAS NO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO
Destaques

PROJETO PROPÕE PROTEÇÃO INÉDITA A ADVOGADAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA E AMPLIA GARANTIAS NO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO

Redação SeD
Última atualização: 7 de maio de 2026 04:32
Redação SeD
Compartilhar
Compartilhar

Iniciativa do senador Rogério Carvalho (PT/SE) altera o Estatuto da Advocacia e prevê suspensão de prazos e priorização de atos virtuais em situações de risco; proposta, celebrada por profissionais que atuam no setor, também alcança responsáveis por crianças ou adolescentes amparados por medidas protetivas

Em um cenário em que a violência doméstica segue impactando a vida profissional de milhares de mulheres no Brasil, o senador Rogério Carvalho (PT/SE) apresentou o Projeto de Lei nº 2072/2026, que propõe mudanças no Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994). A iniciativa busca assegurar proteção processual a advogadas em situação de risco decorrente de violência doméstica e familiar, além daquelas responsáveis por crianças ou adolescentes amparados por medidas protetivas.

A proposta altera o artigo 7º-A da legislação para criar mecanismos que garantam condições mínimas de segurança e continuidade do exercício profissional. O texto surge como resposta a uma realidade frequentemente invisibilizada no sistema de Justiça: mulheres que precisam conciliar a atuação jurídica com situações extremas de vulnerabilidade. “O Estado precisa garantir que nenhuma mulher seja forçada a escolher entre sua segurança e sua profissão”, afirma Rogério Carvalho.

“Estamos falando de assegurar dignidade, continuidade de renda e respeito ao exercício da advocacia em situações limite”, acrescentou.

Suspensão de prazos como medida de proteção

Um dos principais eixos do projeto é a previsão de suspensão temporária dos prazos processuais por até 30 dias. A contagem começa a partir da ciência da medida protetiva ou de fato superveniente que agrave a situação de risco. A medida depende de requerimento ao juízo, acompanhado de documentação comprobatória e com prévia notificação ao cliente. O texto garante, também, o sigilo de informações sensíveis, evitando a exposição da profissional.

Em caráter excepcional, o prazo poderá ser prorrogado, desde que haja comprovação de impedimentos ao exercício profissional, como internação hospitalar ou agravamento da violência.

A vice-presidente da OAB/SE, Edênia Mendonça, avalia que o dispositivo é essencial para proteger a atuação das advogadas. “Entendo que esse PL vem proteger a advogada, porque permite que ela adote as medidas de segurança necessárias sem o risco de comprometer prazos e audiências. Uma profissional que precise se afastar do local de residência poderá requerer a suspensão dos prazos e manter sua regularidade profissional, seu trabalho e sua fonte de renda”, comentou.

“O projeto não causa danos processuais, já que a suspensão dos prazos e o uso da videoconferência evitam a ruptura dos contratos advocatícios”, completou.

Atos processuais por videoconferência ganham prioridade

O segundo eixo da proposta estabelece a preferência pela realização de atos processuais por videoconferência ou meio tecnológico equivalente. A medida abrange audiências, sustentações orais, despachos e sessões de julgamento.

A regra se aplica sempre que a presença física representar risco à integridade da advogada ou comprometer a eficácia das medidas protetivas. O projeto também assegura a preservação do sigilo de endereço e de dados pessoais e familiares, proibindo sua exposição em sistemas acessíveis a terceiros. Além disso, prevê um procedimento célere e simplificado, evitando burocracias excessivas e a revitimização das profissionais.

Sobre esses pontos, a presidente da Comissão das Mulheres da OAB/SE, Laila Leandro, ressaltou que a medida corrige uma distorção histórica. “Garantir a suspensão de prazos e a possibilidade de atos por videoconferência não é privilégio, é uma medida de equidade. A advocacia não pode ser exercida em condições de vulnerabilidade extrema sem impacto na profissional e na qualidade da prestação jurisdicional”, destacou.

“Essa proposta, portanto, dialoga diretamente com a proteção da dignidade da mulher advogada e com a preservação do seu exercício profissional em condições mínimas de segurança”, observou.

Proteção ampliada e alcance institucional

Outro ponto destacado por Rogério Carvalho é que a suspensão dos prazos independe da concordância da parte contrária e não interfere na análise de tutelas de urgência ou na prática de atos inadiáveis. A proteção também se estende à advogada pública, à defensora pública e à advogada dativa, ampliando o alcance institucional da medida. “Não estamos criando obstáculos ao Judiciário, mas garantindo que ele funcione com humanidade e sensibilidade diante de situações reais”, esclareceu o senador.

“A proposta se fundamenta no dever constitucional de proteção à família e à infância, na legislação de combate à violência doméstica, como a Lei Maria da Penha, e nas diretrizes do Conselho Nacional de Justiça que incentivam o uso de videoconferência em contextos de vulnerabilidade”, defendeu.

Avanço na rede de proteção às mulheres

Para a secretária de Políticas Públicas para Mulheres de Sergipe, Georlize Teles, o projeto representa um avanço concreto na garantia de direitos. “A violência doméstica compromete diretamente a autonomia e o exercício profissional das mulheres. Essas medidas garantem que as advogadas não sejam penalizadas duplamente: pela violência e pelas exigências da profissão”, endossou.

“Defender esse projeto é afirmar que nenhuma mulher deve ter sua cidadania restringida pela violência. Garantir o exercício profissional é assegurar liberdade e dignidade”, complementou.

Na mesma linha, Edênia Mendonça ressaltou o fortalecimento da rede de proteção. “Trata-se de um avanço que certamente fortalecerá a rede de proteção às mulheres, preservando sua integridade física e psicológica sem comprometer sua atividade profissional”, celebrou.

“É um projeto que precisa ser debatido e aperfeiçoado, mas, sobretudo, apoiado, porque reconhece uma realidade que não pode mais ser invisibilizada”, concluiu a presidente da Comissão das Mulheres da OAB/SE, Laila Leandro.

Fonte: Assessoria de Comunicação Foto: Janaína Santos

Agência Brasil

You Might Also Like

Câmara de Barra dos Coqueiros debate cultura, saúde, educação e infraestrutura em sessão ordinária
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR COMBATEM INCÊNDIO RESIDENCIAL NO BAIRRO SANTOS DUMONT, EM ARACAJU
Justiça proíbe posto de exigir que mulher trabalhe de legging
PREFEITURA INTENSIFICA AÇÕES DE PREVENÇÃO AO COLO DO ÚTERO COM ATENDIMENTO NO SHOPPING JARDINS EM ARACAJU
Operações contra crime no setor de combustíveis bloquearam R$ 3,2 bi
Compartilhe esta notícia
Facebook Whatsapp Whatsapp Copy Link Print
Notícia anterior Quase 30% dos microempreendedores individuais estão no Cadastro Único
Próxima Notícia STF suspende julgamento de recurso para garantir revisão da vida toda

Mais lidas

A cada 100 mortos pela polícia em 2022, 65 eram negros, mostra estudo
Destaques
Mundo vive turbulência econômica que vai piorar, diz ministro
Brasil
Início de ano: saiba como preparar o orçamento para as contas
Sergipe
Justiça Federal define a data de Júri Popular dos ex-PRFs acusados de envolvimento na morte de Genivaldo Santos em Umbaúba
Sergipe
- Anúncio-
Ad image
- Anúncio-

Você também pode gostar

Destaques

Mirassol derrota Fluminense e se firma no G4 do Campeonato Brasileiro

2 Min Leitura
Destaques

IOF: Entenda o controle de capitais e a rejeição do mercado à medida

8 Min Leitura
Destaques

Justiça argentina barra trechos da reforma trabalhista de Milei

1 Min Leitura
Destaques

CAMAROTE INCLUSÃO AJU GARANTE ALEGRIA, CONFORTO E ACOLHIMENTO PARA OS FOLIÕES DO PRÉ-CAJU 2025

6 Min Leitura
Anterior Próximo

Em Debate – programa apresentado pelo jornalista Messias Carvalho. Entrevistas, análises e debates sobre os principais temas da atualidade.

Acesso Rápido

  • Home
  • Geral
  • Sergipe
  • Brasil
  • Mundo
  • Economia
  • Política

Fale com a Redação

  • (79) 98131-6272
  • messias@sergipeemdebate.com.br
© Copyright 2025. Todos os Direitos Reservados - Feito com ❤ por R2 Sites