Apenas 3% dos domicílios sergipanos, cerca de 24.256, são classificados como habitações precárias, sendo 4.842 domicílios rústicos, como habitações em prédios em construção, viadutos, tendas, barracas etc., e 19.414 domicílios improvisados, aqueles sem paredes de alvenaria ou madeira aparelhada, o que expõem as famílias a condições insalubres.
As informações estão na nota técnica “Déficit Habitacional – Sergipe”, elaborado pelo Observatório de Sergipe, órgão da Superplan/SEGG do Governo do Estado, com base no “Relatório de Déficit Habitacional no Brasil”, da Fundação João Pinheiro (FJP), que utiliza dados de 2019 do IBGE e do CadÚnico como fonte. O déficit habitacional ou inadequação habitacional pode ser compreendido como a ausência de moradia ou a falta de algum tipo de item básico que a habitação deveria ter, mas que por alguma razão não tem.
A metodologia adotada pela FJP classificou o déficit habitacional em cinco tipologias: domicílios rústicos, improvisados, com unidades domésticas coniventes, domicílio cômodo e com ônus excessivo de aluguel. Outros destaques da pesquisa foram: A cada dez domicílios em Sergipe um estava na condição de déficit habitacional; Em 2019, o déficit habitacional em Sergipe (10%) subdividiu-se em: ônus excessivo com aluguel (5,4%); domicílios improvisados (2,4%); famílias conviventes (1,6%); domicílios rústicos (0,6%) e domicílios cômodos (0,1%); A maior parte do déficit habitacional (810.217 – domicílios) ocorreu em virtude do ônus excessivo com aluguel (43.365 – domicílios). São famílias que têm renda de até três salários mínimos, mas que gastam mais de 30% da renda com aluguel.
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