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Com avanço da Delta EUA voltam a ter média de 2 mil mortes diárias

Redação SeD
Última atualização: 2 de outubro de 2021 00:40
Redação SeD
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Uma semana após voltar a registrar uma média de 2 mil mortes diárias pela Covid-19 depois de sete meses, os Estados Unidos ultrapassaram na sexta-feira (01), a marca de 700 mil vítimas da doença.
Líder mundial de mortes e de casos pela Covid, o país que é a maior potência econômica e militar do planeta passa por novo um pico da pandemia causado pela variante Delta, em especial nas áreas com baixas taxas de vacinação, concentradas no Sul do país. A maior parte das mortes nos últimos meses foi de pessoas que não se vacinaram, apesar de os EUA terem uma ampla oferta de imunizantes.
— Esta onda da Delta avança violentamente sobre os não vacinados — disse Howard Markel, historiador médico da Universidade de Michigan, ressaltando que as mortes mais recentes são “absolutamente desnecessárias” diante da ampla disponibilidade de vacinas.
Em meados de setembro, o país chegou a registrar uma média móvel de 172 mil casos em um dia, o maior pico desde o recorde de mais 250 mil casos em janeiro deste ano. O número vem caindo — apesar de permanecer alto —, chegando a 112 mil ontem, de acordo com dados do Our World in Data, da Universidade de Oxford.
O número é muito maior do que os 10 mil casos diários que Anthony Fauci, o principal epidemiologista do país, disse que seriam necessários alcançar para acabar com a crise sainitária.
Na segunda-feira (27), o presidente Joe Biden recebeu a terceira dose da vacina na esperança de dar um exemplo aos americanos. A dose de reforço é recomendada pelas autoridades do país a pessoas idosas e adultos com comorbidades. Por outro lado, milhões não tomaram nem a primeira.
O plano de Biden era de que pelo menos 70% dos adultos americanos tivessem recebido ao menos uma dose da vacina até 4 de julho, quando é comemorada a Independência do país. No entanto, até ontem, quase três meses depois, apenas 63% da população haviam recebido uma dose, enquanto 54% estavam totalmente imunizados.
É um dos menores níveis de imunização contra a Covid entre os países ricos, e atrás de países em desenvolvimento como Chile e Uruguai. A China também já vacinou 70% de sua população de 1,4 bilhão de pessoas com duas doses.
Analistas apontam que a polarização política, a desinformação e a má comunicação são os principais motivos que levaram parte dos americanos a recusarem a vacina.
Segundo uma análise do New York Times, as mortes dos últimos três meses e meio estão concentradas no Sul, região que ficou para trás na imunização. Muitos desses óbitos foram relatados na Flórida, no Mississippi, no Arkansas e em Louisiana. Além disso, são pessoas mais jovens que estão sendo as principais vítimas da doença: em agosto, todas as faixas etárias abaixo dos 55 anos tiveram suas maiores taxas de óbito da pandemia.
Em meados de setembro, o Sul dos EUA chegou a ter um em cada quatro hospitais com mais de 95% dos leitos de UTI ocupados. Um estudo do Centro de Controle de Doenças (CDC) americano publicado em setembro, depois que se constatou que a Delta havia se tornado a variante dominante no país, descobriu que as pessoas não vacinadas têm 10 vezes mais chances de morrerem pelo vírus do que as vacinadas.

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