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Sergipe

Uso de celulares e redes sociais contribui para insônia em milhões de brasileiros

Redação SeD
Última atualização: 23 de maio de 2023 05:53
Redação SeD
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Este distúrbio tem afetado pessoas ao redor do mundo e pode ser evitado seguindo algumas recomendações.

A insônia é um dos problemas de saúde que afeta a maior parte da população global, incluindo aproximadamente 73 milhões de brasileiros, segundo um estudo publicado pela Associação Brasileira do Sono (ABS). Essa condição de sono irregular pode ser desencadeada por diversos elementos, que vão desde desequilíbrios hormonais até a utilização excessiva de aparelhos eletrônicos, como smartphones, internet e mídias sociais.

Existem diferentes tipos de insônia, incluindo a insônia aguda e a insônia crônica. A insônia aguda é geralmente desencadeada por situações estressantes e é caracterizada pela dificuldade em pegar no sono. Já a insônia crônica, mais comum em faixas etárias avançadas, afeta de 30% a 50% da população e é considerada um problema de saúde pública.

“A insônia pode se manifestar de diferentes maneiras, como insônia inicial, em que a pessoa demora a pegar no sono ao se deitar, e insônia intermediária, em que a pessoa acorda várias vezes durante a noite. Também existe a insônia transitória, que é de curta duração e está geralmente relacionada a eventos pontuais de estresse, ansiedade ou preocupação”, explica a psicóloga do Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial (NAPPS) da Universidade Tiradentes (Unit), Tatiana Carvalho Socorro.

As causas da insônia podem variar, incluindo fatores ambientais, como mudanças no ambiente de sono, temperatura, ruídos e iluminação inadequada. Problemas emocionais, como estresse, ansiedade, depressão e transtornos mentais, também podem desencadear a insônia. Além disso, doenças físicas, uso de medicamentos, consumo de álcool, cafeína e hábitos inadequados de sono a longo prazo podem contribuir para o desenvolvimento da insônia.

O diagnóstico da insônia é geralmente feito com base na história clínica do paciente, considerando seus hábitos de sono, fatores emocionais e outros sintomas relatados. O tratamento da insônia pode envolver abordagens não farmacológicas, como a terapia cognitivo-comportamental, que inclui técnicas de higiene do sono, relaxamento e controle dos estímulos que interferem no sono. Em casos mais graves, quando a insônia está relacionada a distúrbios como ansiedade e depressão, pode ser indicado o uso de medicamentos específicos.

“Adotar bons hábitos de sono é fundamental para combater a insônia. Algumas dicas incluem estabelecer uma rotina de sono regular, evitar o consumo de estimulantes antes de dormir, criar um ambiente propício para o sono, evitar sonecas durante o dia e praticar exercícios físicos regularmente”, explica a psicóloga.

Se os sintomas persistirem e afetarem significativamente a qualidade de vida, é importante buscar ajuda médica. Um clínico geral ou um especialista em medicina do sono podem fornecer o diagnóstico adequado e orientar o tratamento mais adequado para cada caso.

Em suma, a insônia é um problema de saúde comum que afeta muitas pessoas. No entanto, com o tratamento adequado, mudanças nos hábitos de sono e adoção de medidas saudáveis, é possível controlar e melhorar a qualidade do sono, proporcionando um impacto positivo na vida das pessoas afetadas pelo distúrbio.

Asscom Unit

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